sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Natal – Quando mercadorias suprem vazios existenciais!

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E chegou dezembro! Mês que gera um Ímpeto irracional de compras – muitas vezes de coisas de que ninguém necessita ou sequer deseja –, seguida pelo trânsito insano nos grandes centros urbanos, as filas enormes nos shoppings e a imposição da compra de um número quase sem fim de presentes para familiares, amigos, colegas de trabalhos, doméstica, porteiro, e assim por diante.

E aí vêm as perguntas: Será que passamos valores humanos para as crianças ao comemorar um Natal em que o presente é o mais importante da festa? Como consumir de forma mais consciente e crítica, principalmente em épocas como o Natal, quando somos impelidos a consumir em excesso? Como acabar com os velhos hábitos consumistas que priorizam o ter em detrimento do ser?

Não podemos negar que o consumo faz parte de nosso cotidiano. É um fator importante no processo de desenvolvimento econômico, pois aquece o mercado e a produção, gera renda e empregos. Mas, quando recebe o sufixo ismo, essa prática tão trivial no nosso dia a dia, vira doença.

Porém, atualmente o consumismo não é visto como doença, e sim como um hábito e estilo de vida, aceito em nossa sociedade desde a infância não só pelo estímulo incansável do mercado, mas também pela enorme pressão social que nos convida a consumir sem reflexão.

Se antigamente nossos elos sociais se davam através da família e escola, hoje precisamos ter”, para alcançarmos certa visibilidade social. Infelizmente mais do que um hábito, o consumismo agrega valor ao indivíduo. Bens e serviços funcionam como ingresso de trocas sociais e afetivas.
Mas bom mesmo, seria se encontrássemos uma maneira de fechar nosso ano com menos dívidas e mais afeto.




Pense nisso...

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Precisa mesmo dizer isso?

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A capacidade argumentativa das pessoas não deixa de me surpreender. Direito consagrado, o uso das faculdades intelectuais do homem para convencer o seu semelhante é uma poderosa arma que, como todas as outras podem ser usadas para o bem e para o mal, pois somos capazes de fundamentar ideias absurdas pelo simples fato de fazer prevalecer aquilo que pensamos e acreditamos como correto.

Sendo assim, apesar de ser uma defensora da liberdade de expressão, confesso que alguns argumentos me assustam porque fica óbvio a total falta de informação por parte de quem recebe a mensagem, ou seja, o sujeito no se informa, diz tolices e é aplaudido.

E internet e redes sociais são terrenos férteis para propagação dessa praga. Na rede aparentemente as pessoas sentem-se mais confortáveis com a própria ignorância, sobretudo quando ela rende reações positivas de leitores criando nessas pessoas a falsa sensação de que o que pensam seja realmente a verdade, um ato muitas vezes inconsequente, já que toda e qualquer experiência pessoal de opinião, onde não haja o mínimo de reflexão ou informação crítica sobre o que se diga, às vezes pode tornar-se um perigo, pois todos querem ter razão e poucos são os que realmente se interessam em nortear o crescimento alheio.

Vejo isso todos os dias, principalmente quando o assunto dos debates é sobre política, cultura e sociedade. Aí a coisa é ainda mais feia. Destila-se veneno, ódio e preconceito de maneira instantânea. Atiram para todos os lados em tom inflamado, fazendo provocações e afirmações polêmicas que geram ainda mais intolerância e radicalismo. E isso é avesso ao debate. 

Talvez Gregório Duvivier  esteja certo ao afirmar que a internet é uma escola de ódio.  Acho que estou entendendo o que ele quis dizer, pois as redes sociais tornaram-se uma ferramenta de busca por iguais, que rejeita os diferentes.


Pense nisso...











sábado, 26 de novembro de 2016

Arrepio:Evidência de que ainda há algo vivo em nós...

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Arrepio: Evidência de que ainda há algo vivo em nós. Experiência de energia fluindo. Prazer, leveza, o horizonte aberto, o espaço para ação, a lucidez e a criação de sentido. Energia que define felicidade ou sofrimento, não importa em qual experiência aconteça.

Portanto, ao tratarmos a oscilação emocional, tão comum a todos nós como um simples objeto passivo, como poderemos cultivar autonomia de energia para aguentar todos os percalços?

Colocando nosso bem-estar em primeiro lugar. Sempre! Olhando positivamente para os cenários e configurações da vida. Respirando com tranquilidade. Cultivando a certeza de que não precisamos de nenhum comando extra para que nosso coração pulse sozinho, pois não necessitamos que nossa energia seja vinculada a qualquer outra pessoa, coisa e assim por diante.

Mantendo o brilho no olho sem que necessitemos nenhuma visão especial para que isso aconteça. Deixando de lado essa necessidade irritante e urgente de querer consertar e ressuscitar o que morre a cada dia.  

É como diz Caetano,``tudo é uma questão de manter, a espinha ereta, a mente quieta, e um coração tranquilo``. 

Ou seja, é preciso desentortar o corpo, liberar a mente das condições que nos intoxicam e asfixiam e operar com coerência e certa leveza sob as condições existentes, reencontrando e reconhecendo as delicias de se estar vivo.

A vida não está fora de nós.
Nós somos a vida. Nós somos energia.


Pense nisso....








quinta-feira, 24 de novembro de 2016

E aí, como foi seu ano?

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Final de ano se aproximando e sempre surge alguém com aquela pergunta inevitável: "E aí, como foi seu ano?" É nesse momento que dou um sorriso, suspiro e digo: "Apesar de tudo, foi bom”.

Mas a verdade é que algumas vezes fica difícil continuar. Afinal, por onde começar quando o sentimento de jamais ser compreendida me invade e deixa claro o quanto essa tarefa pode tornar-se difícil. Não digo com relação a organizar os fatos em minha mente, mas sim em expressá-los, traduzi-los em palavras, pois por mais que eu me esforce, ainda assim algumas pessoas não entenderão o significado do que tem sido esse ano para mim.

Nas inúmeras definições que encontramos sobre a felicidade, uma delas diz que, para sermos felizes requer que façamos um exercício diário, o que acredito e prático, porém penso que a felicidade surja com toda sua magnitude quando não estamos obcecados a sua procura.

E muitos momentos felizes de minha vida se fizeram assim, simplesmente no acaso, seja em uma conversa despretensiosa, uma nova amizade, um andar sem rumo, um novo cenário, ou seja, nas coisas corriqueiras do dia a dia que me permitem enxergar o mundo de outra perspectiva.

E foi assim, no acaso, sem avisar, vindo de uma forma surpreendente que me abriu a porta e disse: "Ei, acorde Denise, porque o coelho já passou”.

E a felicidade deu lugar a tristeza... 

E foi quando me vi no olho do furacão e chorei. Chorei tudo o que não tinha chorado nos últimos tempos. Chorei para arrumar as gavetas do passado e abrir lugar para o futuro, guardando cuidadosamente cada memória no seu devido lugar.

A verdade é que a jornada é eterna, mas cada viagem tem seu fim. E o que fica,  o que nos ajuda a manter essa tal felicidade é a sabedoria em zelar por cada momento vivido sem jamais ficar triste porque tenha chegada ao fim, mas sim, mantendo-se em gratidão por tudo o que se há vivido.





terça-feira, 22 de novembro de 2016

Quatro meses sem você...

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Hoje, quatro meses que você nos deixou. E assim vamos, levando conosco a saudade, esse sentimento de querer trazer para o presente o que já no mais está. Mas os ventos, quando nos tiram algo que amamos, são os mesmos que nos trazem algo que aprendemos a amar.  E assim é a vida e ciclos... Uma hora nos dando, outra tirando... Vida e morte.
Saudade mama, muita! Mas vamos aprendendo a acomodar.





domingo, 23 de outubro de 2016

Homens que temem mulheres sem medo...

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Certa vez escrevi sobre o medo e, ao final do texto lancei as seguintes perguntas: E você, do que tem medo? De quais foge e quais encara? E para minha surpresa um amigo respondeu: Tenho medo de você!
A mulher se comunica com cada ínfimo pedaço de seu ser. Com todas as várias camadas de consciência e suas múltiplas nuances de voz, ou seja, comunica-se com tamanha riqueza de atributos que, para alguns homens isso deve beirar a loucura. Um sinalizador de perigo.
Hoje já não somos mais aquelas criaturas fascinantes e confusas, insondáveis e cheias de lugares secretos. Somos o que somos. Analíticas, livres, ponderadas, centradas e cheias de vontade.  
Por isso, meu amigo, eu seguirei discordando de você. A não ser pela minha insaciável fome de vida, pois quanto mais a tenho, mais quero ter - e isso algumas vezes pode até me colocar em situações de risco. E Roberto Freire é autor de uma frase que gosto muito e que sintetiza o que penso: "Risco é sinônimo de liberdade. O máximo de segurança é a escravidão".
Viver implica em fazer escolhas, posicionar-me, defender minhas opções fundamentadas nos valores em que acredito e posso defender, quando, na busca do que quero, a despeito das convenções, necessidades ou exigências alheias, encontro meu lugar no mundo e sou feliz. Sozinha ou acompanhada.
Portanto, sigo não entendendo. Somos bons amigos, te conheço suficientemente para saber que você não é o tipo de homem que vê a uma mulher como quem vê a um animal selvagem e se acovarda entre o fascínio e o terror, pois tem sempre um pé entre a modernidade e o outro no machismo.
 
 





sábado, 15 de outubro de 2016

Amor em tempos modernos


Imagem: Google




Bauman revela que na construção do amor líquido é idealizada a busca de satisfação com o outro e o divertimento sem fronteiras, cujo objetivo seria aproveitar o tempo presente. Sendo assim, nessa perspectiva não há porque se preocupar com o passado nem com o futuro de uma relação enquanto o presente é vivido sem limites. O compromisso com o outro, tanto no namoro como nos projetos de vida, não é bem-visto, porque ele limita a liberdade individual.
Hoje o amor se caracteriza, na maioria das vezes, como um ato arriscado e perigoso. As pessoas temem amar plenamente porque não querem ser usadas no máximo de suas capacidades, ou seja, temem investir significativamente em um relacionamento e depois ser excluídas quando a relação demonstrar seus primeiros sinais de desgaste.
Dificil...



 


sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Quando o passado marca presença...

Imagem: Google






Hoje a força do passado marcou presença e não resisti, cumpri percurso por cenários que fizeram parte de minha vida e me pergunto: Como lidar com o que ficou para trás, quando ao se transformar em passado os afetos e desafetos não desaparecem, simplesmente mudam, ou seja, o que era amor passa a ser ressentimento o que era doce se azeda e o que era mágoa vira impulso de morte?

A vida para ser completa e concluir o seu ciclo precisa incluir paradoxalmente o momento da separação, perda e fim. E como lidar com o que vem depois? A dificuldade em conviver com os momentos congelados, quando o passado nem sempre passa e vem feito um pesadelo recorrente, uma vida cheia de fantasmas?


Às vezes, “ficar para trás” é  somente força de expressão. E das mais inadequadas!