domingo, 28 de agosto de 2016

Lembranças...hoje meu pequeno tesouro!

Imagem: Google




Hoje, a propósito de tudo ou nada andei pensando em quantos caminhos percorro na mente das pessoas, e elas na minha.  No quanto posso ser transportada através da memória para épocas e momentos distantes.
Pode ser apenas uma sensação, mas quando pensamos em uma pessoa querida, alguém que deixou ou deixa saudade, aquele pensar que traz alguém presente, ou aquele pensar que faz presente um momento especial que ficou no passado ou que faz presente um momento que nem aconteceu, é alentador.
O que seria de nós, simples mortais, sem o as lembranças para nos acompanhar? Por certo viveríamos muito mais no aqui e agora, mas quem sabe assim também corríamos o risco de cair num imenso vazio a ser preenchido, já que não teríamos a bagagem das lembranças que em muitos momentos faz essa grande diferença, seja a lembrança do que foi vivido, seja a lembrança no sentido de tudo aquilo que ocupa espaço no nosso pensar pelo desejo diário do que ainda temos por viver ou realizar.

 
 



sábado, 27 de agosto de 2016

Ser diferente...

Imagem: Google




"Quando perdemos o direito de ser diferente, perdemos o privilégio de ser livre."


- Charles Evans Hughes



Pense nisso...







domingo, 14 de agosto de 2016

Escuta quem sente...

Imagem: Google





Quando andamos, não quer dizer necessariamente que caminhamos, pois muitas vezes andamos sem ter o menor objetivo traçado ou meta a ser alcançada.
E o mesmo acontece ao ouvirmos um som qualquer, pois isso não implica em afirmarmos que realmente o escutamos.

Escuta aquele que sente, aquele que busca ouvir o que não foi dito, o que ficou na entrelinha.
Conheço muita gente por aí que ouve, mas na verdade sem escutar absolutamente nada.

Pense nisso...







sábado, 13 de agosto de 2016

Tarde de chá....

Imagem: Tumblr


Percorremos a estrada molhada
 e um enorme céu cinza por cima, insistia em nos acompanhar.

Vez ou outra ali brotava
 um pedaço de luz entre as nuvens 
e via-se então toda a fragilidade do azul esmaecido
como que perdido entre os múltiplos e difusos tons de cinza.

Mas aos poucos foi clareando ...
Devagar...
E nós, só esperando para ver o sol bater e se firmar.

Mas choveu e choveu...
Aí só mesmo um cházinho para a tarde espichar.

E foram tantos sabores, odores, e risos....
Temos que voltar a loja de chás.... 




Um tarde na Tienda do Té em Montevideo, agosto de 2015








Não exija o que não pode dar...

Imagem: Google


Há quem ainda não entendeu o que está por trás do medo, insegurança e arrogância...
Quem não ama a si mesmo não conseguirá amar o outro, muito embora saia exigindo do mundo este mesmo amor que não consegue se dar...

Pense nisso...







segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Envelheça do seu jeito e seja feliz...



Imagem: Midium.com por Maturitynow


Hoje recebi um link que me chamou a atenção por causa da imagem que antecipava o texto “Cada um envelhece como quer”, publicado por Maturitynow no site Medium.com - a mesma que comparto acima.

Depois de ler o texto me pergunto: Mas afinal, qual é a cara da velhice? São tantas as associações negativas relacionadas à velhice, e tantos os estereótipos que refletem ideias errôneas prejudicando e gerando uma imagem distorcida sobre ela, que quando vemos imagens como essa, a primeira coisa a que nos remete é ao ridículo, a vulgaridade e a falta de noção.

Mas a velhice como quase tudo na vida é experiência individual, que pode ser vivenciada de forma positiva, e não obrigatoriamente precisa estar em consonância com a representação de velhice que ainda está enraizada na sociedade em que vivemos.

Uma sociedade de consumo na qual apenas o novo pode ser valorizado, caso contrário, não existe produção e acumulação de capital. E nesta dura realidade, o velho passa a ser ultrapassado, descartado e fora de moda - e quando tenta estar na moda, é rapidamente taxado de ridículo.

Mas então qual seria a idade da velhice? Eu, aos 54 anos me considero jovem, pois acredito que ao envelhecer mantenhamos nossas dimensões de personalidade, aquelas que tecemos ao longo de toda a nossa vida, ou seja, é o tratamento dado aos anos o que nos torna diferentes e faz com que possamos escolher como envelhecer. Por isso, determinar o início da velhice pode ser uma tarefa complexa porque é difícil a generalização em relação a ela, já que existem distinções significativas entre diferentes tipos de idosos e velhices.

Conheço muitas mulheres na faixa dos 60 que são lindas, atuantes, desejáveis, descoladas e muito, muito alegres. Por isso penso que a idade cronológica refere-se somente ao número de anos que tem decorrido desde o nosso nascimento, e que as divisões cronológicas da vida do ser humano não são absolutas, por isso a velhice não é definida por simples cronologia, mas pelas condições físicas, funcionais, mentais e de saúde da pessoa.

Idade é uma categoria embutida dentro dela mesma, discutível e obsoleta, onde a velhice nada mais é do que uma construção social onde o preconceito continua florescendo. Portanto o importante é ser quem se é! Usar o que se goste. Sair como se sinta bem e esquecer a opinião do outro – até porque nunca vamos agradar a todos.

Mas felizmente a sociedade contemporânea gradualmente vem se flexibilizando com relação ao vestuário dos idosos, e assim ganhando espaço frente à rigidez, permitindo que essa “modernidade” promova uma certa “ liberdade no espírito”, deixando para trás o lastro das nítidas identificações tradicionais, possibilitando a todas nós uma imagem mais livre, leve e com mais frescor.

Ao longo do tempo, a imagem da mulher ao envelhecer vem se equilibrando entre as regras tradicionais e os modelos recentemente inaugurados. Não queremos mais nos resumir à condição de avó nos moldes de vida chamado de “terceira idade”, que induz a mulher automaticamente a ocupar velhos espaços e mudar de atitude frente à vida.

Independentemente da idade, toda mulher deveria libertar-se dos jargões impressos em seu corpo, de modo a lhe podar sentimentos, a lhe talhar a emoção e o direito de sentir-se bela e vestir-se como quer.

Portanto, o importante é estar bem e feliz consigo mesma, mesmo que aos olhos dos outros possamos parecer ridículas ou até mesmo vulgares, pois isso não passa de inveja ou falta de personalidade para assumir-se como é ou gostaria de ser, mas não o faz porque não consegue romper com velhos padrões.

Amo mulheres descoladas, livres e sem preconceito. O mundo já está cheio de gente chata, engessada e cheia de valores equivocados.









domingo, 7 de agosto de 2016

Agradeça pela sua vida....

Imagem : Google





A vida não é uma reminiscência do passado, uma perspectiva organizada do futuro e nem tão pouco um link do cotidiano presente.

Viver é renovar o que já se experimentou. É inventar, reinventar, dois verbos intransitivos para se viver e ver a vida.

Por isso, agradeça às forças na qual acredita. 
Agradeça, apesar de... 
Agradeça porque por mais que tenha perdido, ainda tens muito e sempre terás.

Olhemos para o lado. 
Percebamos quantas graças enchem nossas mãos, apesar de...

Agradeça. 
E peça apenas e tão somente para que a fé, permaneça dentro de você.
Sempre!




Pense nisso...



Uma excelente semana a todos!



sexta-feira, 5 de agosto de 2016

E você se foi...




A morte pertence à vida, como pertence o nascimento. O caminho tanto está em levantar o pé, como em pousá-lo no chão.

TAGORE,  em Pássaros Perdidos, CCLXVII




Em nome da mãe inaugura-se a vida, e em nome da inexorabilidade chegamos ao fim.

Mas tivemos o privilegio de tê-la em nossas vidas como mãe, avó, bisavó, sogra, tia, amiga, confidente e, independentemente do tempo que permaneceu conosco, foi o suficiente para amá-la e honrá-la.

Sua essência sempre estará misturada a minha alma, fazendo a diferença no que sou, penso, sinto e faço, pois fomos e sempre seremos essa amálgama constante do nosso encontro aqui na terra.

E, se hoje me sinto como uma minúscula partícula de poeira suspensa e cristalizada no ar, há em mim uma réstia de sol poderosa que não deixa o breu se instalar, reinventando à sua luz, o que deve permanecer.

Então, em um ato desafiador de celebração a vida de quem partiu, intensificada pela força do amor de quem permanece, busco nas memórias a função terapêutica de resguardar nossos anos de convívio, a prova tremenda de que cada um é importante e que ninguém se aproxima do outro por acaso.

A experiência de luto é uma das mais dolorosas e intensas pelas quais já pude passar. É uma experiência de sofrimento reativa, ou seja, um sentimento de perda de alguém que nos seja querido e que, portanto, tremendamente angustiante.

É uma experiência onde muitas vezes passado, presente e futuro tomam novos contornos. 

É confrontar-se com a finitude e a temporalidade do ser. 

Nossa própria finitude.


Vou sentir muita saudade mama, sempre!