Nem sempre somos o que comemos...





“Você é a mulher mais perdida que conheço, tão perdida que não sabe nem como quer comer ovos! Com o padre eram mexidos, com o hippie eram fritos, com o outro eram escaldados, e agora só com claras!” Parte de uma conversa que acontece durante o café da manhã, de um casal de namorados. Filme que assisti mais cedo, na Netflix.

O que me fez pensar no quanto nos esforçamos ou mudamos para agradar o outro. E a cena marca muito bem isso. Ao confrontar sua namorada sobre como ela gosta de comer os ovos no café da manhã, ele descobre que ela gostava de comê-los, de acordo com o que cada ex-namorado preferia.O comportamento clásico de todo aquele que se perde, ainda mais quando se apaixona.  

É certo que ao relacionar-se existe um movimento natural de moldar-se ao outro, ceder e negociar. E existe uma dose saudável para isso, que depende de cada pessoa e relação. O que não é saudável é tornar-se igual, ou o que o outro deseja, somente para agradá-lo.

Experimentar coisas novas, pensar e decidir sem a interferência de outros ou a preocupação excessiva em agradar, deve começar por coisas simples, como o preparo de ovos, por exemplo, mas incluem também questões importantes como estilo de vida, sonhos, desejos, valores e crenças.

Pense nisso...