Antipática eu? Com certeza não.




Você já viveu a experiência de conhecer uma pessoa e, por razões inexplicáveis, sentir-se desconfortável em sua presença? Eu já. Várias vezes na verdade. E hoje aconteceu uma coisa interessante: Vi-me do outro lado.

Talvez isso tenha ocorrido porque nos últimos tempos resolvi adotar uma postura mais séria e objetiva, razão pela qual venho conseguindo me proteger de muitos desgostos, mantendo a distancia todos aqueles que se aventuram a transpor os limites do bom senso ao tentar invadir meu espaço privado. O que tem me garantido certa liberdade pessoal, pois á partir dessa nova postura, posso finalmente manter minha vida intacta, afastando todo aquele desavisado que age de maneira inapropriada.

Se eu passo uma imagem de antipática? Pode até ser. Mas hoje prefiro abster-me da entrega emocional, pois descubro a cada dia que não necessito parecer simpática a todos. Até porque considero que o simpático sai por aí profanando o sacramento do sorriso a qualquer um. Uma promiscuidade. Prefiro fazer do meu sorriso uma deferência. Um momento especial e genuíno dedicado a alguém que realmente mereça.

Porque é impossível dar atenção a todos indistintamente. Não com sinceridade, pois em algum momento o simpático esbarra no superficial, quando não no francamente hipócrita. Por isso, prefiro fazer da distinção meu trunfo, pois é justamente ela quem me dá credibilidade e, ademais, edifica as relações. Verdadeiras e exclusivas. Que é o que realmente me interessa.