Alma - só sossega quando encontra a verdade!




Recentemente li uma matéria afirmando que quando recordamos um fato do passado, na verdade recordamos a última lembrança que tivemos do tal ocorrido, sendo assim, nossas memórias seriam construídas em cima de memórias, e não do que de fato aconteceu. Afirma inclusive que nosso mecanismo de memorização é seletivo e excludente. Como se editássemos o passado, tornando-o melhor do que realmente foi. Portanto nossas memórias não seriam de todo verdadeiras. Ou seja, seria uma versão editada do que realmente aconteceu. Mas será?

Para algumas pessoas talvez funcione como uma espécie de mecanismo de sobrevivência, ou algo assim. Para mim não passa de uma manobra para enganar-se a si mesmo, pois creio que para dar sentido a minha história de vida, necessito lembrá-la e contá-la tal qual ocorreu.  

Até porque nenhuma história poderá ser floreada, quando na verdade ocorreu em um terreno seco e árido. Impossível querer mudar o que realmente aconteceu. Porque independentemente da memória, o corpo, esse organismo vivo, completo e perfeito, também tudo registra. E com a diferença de que não esquece.

O que provavelmente explique o porquê de tanta ansiedade, raiva e tristeza, que muitas vezes não sabemos nomear, mas que cedo ou tarde vem à tona, para que busquemos as verdades sobre nosso passado e reaprendamos a contar nossa história, sem cortes ou edições. Simplesmente como foi. Porque isso é sanador e libertador. 


Pense nisso...