Garimpando meus tesouros...




Quem nunca, ao visitar seus guardados se deparou com alguma coisa que julgava perdida, um pequeno tesouro, algo tão significativo que até comova? Hoje me passou exatamente isso. De repente me vi dividida entre o passado com suas memórias, e o tempo presente. Revivi por alguns minutos a ironia inevitável pela qual um adulto relembra os bons momentos de sua historia, e em posse de meu objeto de pertencimento, resgatava esse encontro, mesmo que revisitado de forma fragmentada e costurado entre uma memória e outra.

E pensava no quanto é curioso como algumas coisas fustigam sentimentos mais antigos, às vezes cheios de facetas, e nos levando de um lugar a outro, numa simultânea passagem de tempo e espaço.

Partes de um todo que me caberia organizar. Tesouros até então intocados, e que me fizeram lembrar que relações construídas na verdade, lealdade, companheirismo e cumplicidade, não se perdem em razão do tempo e geografia, pois quando verdadeiro, é um sentimento que resiste a ausência e a distância.

O que só me reafirma que basta um reencontro, somado a um sentimento puro, é o suficiente para que possamos retomar o afeto, desde onde foi interrompido. Porque pessoas podem retornar, e laços podem se fortalecer. Basta o amor não se perder.

Pense nisso...