Dia das mães - também um dia de saudades!



Dentro de uma gama variada de sentimentos, há um tão profundo, interno e desconcertante chamado saudade. Uma ferramenta da alma que, desejável ou não, tem a função de nos aproximar das pessoas ausentes, pois é na saudade que revisitamos o outro que se foi.

Saudade é a verificação da permanência do outro em nós. É um reencontro com o passado. Uma retificação da memória.  Um situar-se no meio do que foi e não é mais. É o que deixou de existir.

Saudade é medida do tempo. É o tempo mais circular que retilíneo. É o passado vivo no presente. Um sentimento de significados múltiplos, individual e intimista.

Saudade é o que tenho sentido ao longo dos últimos dez meses. Uma sensação de que, o que se perde, não desaparece. E nesse sentido se estabelece essa relação estrutural-temporal em que percebo a construção de diferentes tempos.  

Os tempos de memórias, cujas bases são, de um lado, a dimensão afetiva, sobretudo, a saudade e, de outro, os rituais, ou seja, as datas comemorativas, como hoje, o dia das mães. E o primeiro sem você.

E essa ligação, esse vínculo mãe e filha serão continuados e reafirmados pela memória, pela saudade e pelo amor, pois enquanto existir memória e saudade você seguirá viva em meu coração.