Brigitte, a mulher que seduz e perturba a imprensa internacional.



Emmanuel Macron é o presidente eleito da França. Venceu Marine Le Pen, a mais dura candidata da direita francesa. Ocorre que mais de 60% dos artigos e comentários não se ocuparam em discutir a meteórica carreira politica do presidente eleito, nem tão pouco como irá conduzir o futuro da França, mas sim, de um assunto que só diz respeito a Macron e sua esposa, Brigitte Trogneaux: A diferença de idade entre eles. Preocupação eterna do raciocínio pobre, principalmente em uma sociedade machista, onde as escolhas e a privacidade da vida pessoal sempre se convertem em motivo de fuxicos e maledicências. E fiel à tradição, o julgamento é amplificado porque é, neste caso, de um casal no qual, ela, é duas décadas mais velha que ele.

E nesse mundo midiático, banalidades e barbaridades não têm fronteiras. Comentários maldosos surgiram de todos os cantos do planeta, tanto que a revista Elle publicou: "Esta assustadora anomalia social, de um homem mais jovem casar-se com uma mulher mais velha, acontece por milênios. Mas o oposto parece excitar toda a terra", dizem eles. E é verdade. Ninguém fica chocado que Donald Trump tenha os mesmos 24 anos de diferença com sua esposa, Melania, e no entanto os ataques continuam contra Brigitte.

Mas gostem ou não, Brigitte Macron está na vida do marido desde que ele tinha 15 anos: primeiro como professora, depois como companheira e agora como a sua primeira-dama. E ela vai estar ao lado do marido quando ele assumir o cargo como o segundo presidente mais jovem da história da França, desde a eleição em 1848 de Luís Napoleão, sobrinho de Napoleão, aos 40 anos.

Elegante e esbelta Brigitte Macron, de 64 anos será a colaboradora mais próxima do seu marido. E ela tem o crédito de ter influenciado a visão do marido sobre mulheres na política – e Macron prometeu que metade dos candidatos concorrendo pelo seu partido nas eleições da Assembleia Nacional, em junho, será de mulheres.

E o novo presidente quer formalizar o papel da primeira dama. Em uma entrevista à revista Vanity Fair, ele disse: "Se eu for eleito - não, desculpe, quando nós formos eleitos - ela vai estar lá, com um papel e um lugar para ocupar".

Adorei esse cara!