Unir-se pelas semelhanças – Esse parece o objetivo!

                                                                        


As pessoas querem ser únicas e expressar sua verdadeira identidade. Ao menos esse tem sido o discurso. Porém a necessidade de diferenciar-se, e ao mesmo tempo ser reconhecido por esta pretensa diferença, é o que torna a todos nós cada vez mais parecidos. Uma contradição, mas que talvez se explique - não justifique - se pensarmos na fragilidade do eu diante da pluralidade de ofertas, promessas e oportunidades que o mercado nos oferece para nos “distinguirmos da massa”.

Concordo que é difícil viver com autenticidade e independência quando essa grande máquina articulada, dissimulada e organizada cria um verdadeiro sistema de submissão que nos explora ao máximo, praticamente nos obrigando a nos encaixarmos em um padrão, o que pouco a pouco nos faz perder completamente a autenticidade e tudo aquilo que nos torna únicos e diferentes de todos os outros.

E assim nos tornamos uma somatória de indivíduos que, em conjunto já não fazem mais sentido, senão o de constituir uma infinidade de categorias nem sempre representáveis e verdadeiras. Um engendramento onde operam mecanismos de identificação que se realizam através do olhar do outro. Um caminho escorregadio onde a única companhia é a de si próprio, mas que pouco a pouco vai se estranhando a cada passo dado.

Uma lástima, porque ao afirmarmos nossa singularidade criamos uma marca pessoal, aportamos valores e nos tornamos memoráveis. 


Pense nisso...