quinta-feira, 2 de março de 2017

Bartho - Um amor inesquecível...


                                               

Acordei no meio da noite 
e dei de cara com ele. 
Ali, com seu corpo estendido e imóvel, 
deitado ao lado do meu. 
O que convenhamos é uma delicia, 
ainda mais com aquela expressão de serenidade, coisa que só o sono confere, 
depois de um dia agitado.

Aproximei-me um pouco mais
 e pude sentir sua respiração. 
E não aguentei. 
Arrisquei e fiz um carinho. 
Um leve toque, 
um pequeno afago, 
um roçar de dedos.

Foi quando ele acordou. 
E com aqueles olhos imensos e vivazes 
olhou e me sorriu. 
Do jeitinho dele, 
feliz só porque me viu.

E isso contece com certa frequência. Espontaneamente, 
sem que eu peça.

Por que é mesmo que os cães não devem dormir na nossa cama?