Natal – Quando mercadorias suprem vazios existenciais!


                                                     
E chegou dezembro. Mês que gera um ímpeto irracional de compras – muitas vezes de coisas de que ninguém necessita, ou sequer deseja –, seguida pelo trânsito insano nos grandes centros urbanos, as filas enormes nos shoppings, e a imposição da compra de um número quase sem fim de presentes para familiares, amigos, colegas de trabalhos, doméstica, porteiro, e assim por diante.

E aí vêm as perguntas: Será que passamos valores humanos para as crianças, ao comemorar um Natal em que o presente é o mais importante da festa? Como consumir de forma mais consciente e crítica, principalmente em épocas como o Natal, quando somos impelidos a consumir em excesso? Como acabar com os velhos hábitos consumistas que priorizam o ter, em detrimento do ser?

Não podemos negar que o consumo faz parte de nosso cotidiano. É um fator importante no processo de desenvolvimento econômico, pois aquece o mercado e a produção gerando renda, e empregos. Mas quando recebe o sufixo ismo”, essa prática tão trivial do dia a dia vira doença - apesar do consumismo não ser visto dessa forma, e sim como um hábito aceito em nossa sociedade desde a infância, não só pelo estímulo incansável do mercado, mas também pela enorme pressão social que nos convida a consumir sem reflexão. Um hábito que agrega valor ao indivíduo, onde bens e serviços funcionam como ingresso de trocas sociais e afetivas.

Uma pena, porque bom mesmo seria se encontrássemos uma maneira de fechar o ano com menos dívidas, e mais afeto.

Pense nisso...