sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Natal – Quando mercadorias suprem vazios existenciais!


                                                     
E chegou dezembro! Mês que gera um Ímpeto irracional de compras – muitas vezes de coisas de que ninguém necessita ou sequer deseja –, seguida pelo trânsito insano nos grandes centros urbanos, as filas enormes nos shoppings e a imposição da compra de um número quase sem fim de presentes para familiares, amigos, colegas de trabalhos, doméstica, porteiro e assim por diante.

E aí vêm as perguntas: Será que passamos valores humanos para as crianças ao comemorar um Natal em que o presente é o mais importante da festa? Como consumir de forma mais consciente e crítica principalmente em épocas como o Natal, quando somos impelidos a consumir em excesso? Como acabar com os velhos hábitos consumistas que priorizam o ter, em detrimento do ser?

Não podemos negar que o consumo faz parte de nosso cotidiano. É um fator importante no processo de desenvolvimento econômico, pois aquece o mercado e a produção, gerando renda e empregos. Mas quando recebe o sufixo ismo essa prática tão trivial do dia a dia, vira doença - apesar do consumismo não ser visto dessa forma, e sim como um hábito aceito em nossa sociedade desde a infância, não só pelo estímulo incansável do mercado, mas também pela enorme pressão social que nos convida a consumir sem reflexão. Um hábito que agrega valor ao indivíduo onde bens e serviços funcionam como ingresso de trocas sociais e afetivas.

Uma pena, porque bom mesmo seria se encontrássemos uma maneira de fechar o ano com menos dívidas e mais afeto.

Pense nisso...