terça-feira, 6 de dezembro de 2016

A você, ainda tão presente, mas já tão ausente...


                                                               



“Anunciaram que você morreu 
Meus olhos, 
meus ouvidos testemunharam 
A alma profunda não 
Por isso, 
não sinto agora a sua falta”

 Trecho do poema A Mario de Andrade Ausente, de Manuel Bandeira.
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Lembrei-me desse poema agora á pouco, 
quando meu celular soou, 
lembrando-me que amanhã 
seria seu aniversário  
você faria setenta e um anos

A verdade é que me sinto meio Manuel Bandeira 
Porque sei que meus olhos e ouvidos testemunharam a sua morte, 
mas minha alma profunda, 
ainda não.
Por isso é estranho, 
saber que não vou poder ligar para você.