A você, ainda tão presente, mas já tão ausente...


                                                               




“Anunciaram que você morreu. Meus olhos, meus ouvidos testemunharam. A alma profunda não. Por isso, não sinto agora a sua falta”
Trecho do poema A Mario de Andrade Ausente, de Manuel Bandeira.



Lembrei-me desse poema agora á pouco, quando meu celular lembrou-me, que amanhã seria seu aniversário. Você faria setenta e um anos.

A verdade é que me sinto meio Manuel Bandeira. 
Porque sei que meus olhos e ouvidos testemunharam a sua morte, mas minha alma profunda ainda não.

Por isso é estranho saber que não vou poder ligar para você, e te desejar feliz aniversário...



Saudade mama. Ainda dói, e muito.