quinta-feira, 24 de novembro de 2016

E aí, como foi seu ano?


                                                         

Final de ano se aproximando e sempre surge alguém com aquela pergunta inevitável: "E aí, como foi seu ano?" É nesse momento que dou um sorriso, suspiro e digo: "Apesar de tudo, foi bom”.
Mas a verdade é que algumas vezes fica difícil continuar. Afinal, por onde começar quando o sentimento de jamais ser compreendida me invade e deixa claro o quanto essa tarefa pode tornar-se difícil. Não digo com relação a organizar os fatos em minha mente, mas sim em expressá-los, traduzi-los em palavras, pois por mais que eu me esforce, ainda assim algumas pessoas não entenderão o significado do que tem sido esse ano para mim.

Nas inúmeras definições que encontramos sobre a felicidade, uma diz que para sermos felizes requer que façamos um exercício diário, o que acredito e prático, porém penso que a felicidade surja com toda sua magnitude quando não estamos obcecados a sua procura. E muitos momentos felizes de minha vida se fizeram assim, simplesmente no acaso.

E foi assim, de uma forma surpreendente que o acaso abriu-me a porta e disse: "Ei Denise, acorde, porque o coelho já passou".
E então o que era felicidade deu lugar a tristeza. E foi quando me vi no olho do furacão, e chorei. Chorei tudo o que não tinha chorado nos últimos tempos. Chorei para arrumar as gavetas do passado e abrir lugar para o futuro, guardando cuidadosamente cada memória no seu devido lugar. 

E o que fica, o que ajuda a manter a tal felicidade é a sabedoria em zelar por cada momento vivido, sem ficar triste quando algo chegue ao fim, mas sim em gratidão, por tudo o que se há vivido.