sexta-feira, 5 de agosto de 2016

E você se foi...




A morte pertence à vida, como pertence o nascimento. O caminho tanto está em levantar o pé, como em pousá-lo no chão.

TAGORE,  em Pássaros Perdidos, CCLXVII




Em nome da mãe inaugura-se a vida, e em nome da inexorabilidade chegamos ao fim. Mas tivemos o privilégio de tê-la em nossas vidas como mãe, avó, bisavó, sogra, tia, amiga, confidente e, independentemente do tempo que permaneceste, foi o suficiente para amá-la e honrá-la.

Sua essência sempre estará misturada a minha alma fazendo a diferença no que sou, penso, sinto e faço, pois fomos e sempre seremos essa amálgama constante do nosso encontro aqui na terra.

E se hoje me sinto como uma minúscula partícula suspensa no breu do vazio que você deixou, há em mim uma réstia de sol poderosa e insistente, reinventando à sua luz, o que em mim deve permanecer: Nossos anos de convívio. A prova de que cada um é importante, e que ninguém se aproxima do outro por acaso.

  
Vou sentir muita saudade mama! Sempre e para sempre!