sábado, 9 de maio de 2015

Uma extraordinária mulher...

                                                       



Irena Sendler, praticamente desconhecida fora da Polônia e reconhecida em seu país por alguns poucos historiadores é hoje minha inspiração como homenagem ao dia das mães.

A história de Irena começa a ser reconhecida em 1999, quando um grupo de alunos de uma escola no interior do Kansas,USA inicia um trabalho sobre os heróis do holocausto e descobrem que Irena havia salvado cerca de dois mil e quinhentos meninos.
Supondo que já estivesse morta, passam então a buscar pelo local de seu sepultamento, o que acaba culminando em uma grande surpresa ao descobrirem que Irena ainda estava viva.

Sua história começa em 1939, quando a Alemanha invade o país e Irena vai trabalhar como enfermeira no Departamento de Bem Estar Social de Varsóvia.
E segue no mesmo local até 1942, quando os nazistas criam um gueto e Irena, horrorizada com as condições de vida no local une-se ao Conselho para Ajuda aos Judeus. Rapidamente consegue identificação da Oficina Sanitária e passa a trabalhar no controle a doenças infecciosas, o que lhe ajuda em seus propósitos, pois os alemães com medo de que se desencadeasse uma epidemia de tifo, aceitam que os poloneses controlem o local. Irena passa então a procurar as famílias e se oferece para levar os meninos para fora do gueto.

Foi quando surgiu a ideia de criar um arquivo onde registrava o nome de cada menino e sua nova identidade. Escrevia em pequeninos pedaços de papel e os colocava dentro de vidros de compotas, que depois os enterrava cuidadosamente aos pés de uma macieira no jardim de seu vizinho.
Mas em 20 de outubro de 1943 Irena é levada a prisão pela Gestapo, e lá é brutalmente torturada. Quebram-lhe pés e pernas, mas não conseguem faze-la falar. É condenada a morte, mas sua sentença nunca se cumpriu, pois a caminho de sua execução um soldado a deixa escapar.

Com o término da guerra, Irena desenterra os vidros de conserva e vai atrás de seus 2.500 meninos e suas famílias adotivas. Aos poucos os devolve, um a um a suas famílias de origem - alguns não tiveram a mesma sorte, seus familiares haviam sido mortos em campos de concentração.

Sobre Irena os meninos salvos só conheciam seu apelido: Jolanta. Anos mais tarde, quando sua historia foi contada e suas imagens da época foram divulgadas, só então algumas pessoas a reconheceram. 

Irena viveu muitos anos em uma cadeira de rodas. Nunca se considerou uma heroína, tão pouco reivindicou créditos por suas ações, ao contrário, sempre disse que poderia ter feito mais.

Irena em silêncio fez a diferença. Cumpriu com coragem e amor sua missão.
Uma verdadeira mãe.