Tempo... senhor dos senhores!


                                                           


Tempo, o senhor dos senhores. Aquele que leva o que se tem, mas nem sempre o que se sente.

Vivemos o tempo dos apressados, da eficiência, da perfeição, da geração de lucros, do sucesso frente ao outro, e a nós mesmos. Trocamos prioridades, invertemos valores, e assim vamos perdendo o pouco que nos resta.

Vivemos correndo para cumprir prazos, atingir metas e muitas vezes morremos sem ao menos alcança-las. Desperdiçamos tanto tempo em busca de um punhado de coisas sem importância, que acabamos nem percebendo o que realmente tem valor.

Se observássemos criticamente nossas ações, descobriríamos que muitas delas são desnecessárias, ou totalmente inúteis, pois só nos roubam tempo e energia. Portanto se soubéssemos diferenciar o urgente do importante, talvez tivéssemos mais tempo para nós e os outros. Mas não, nossos olhos ficam cegos para o que realmente nos faz felizes, porque o urgente está lá, sempre querendo nos roubar a sensação leve e gostosa, que é simplesmente aproveitar os momentos que a vida nos contempla no agora, ou seja, quando podemos apreciar a plenitude de cada coisa.

Mas a verdade é que temos diferentes relações com o tempo. Enquanto que para alguns nunca há tempo suficiente para fazer o que gostam, para outros o tempo é entediante.

O certo é que ele se vai. Não podemos segurá-lo pela mão, nem tão pouco guardá-lo em uma caixinha. Por isso nos cabe administrá-lo da melhor forma possível, mesmo quando o melhor signifique não fazer nada, apenas deixá-lo ir.