Qual o limite de suas cordas, amarras ou correntes?

                                                               Imagem: Google

Hoje, após assistir um belíssimo documentário sobre a vida dos elefantes africanos e sua incansável busca por água e alimento, me pego agora pensando: Sendo ele um animal tão grande e forte, capaz de sobreviver a tanta adversidade, como se deixa acorrentar e aprisionar?

Ocorre que infelizmente os elefantes são capturados ainda bebês, quando desconhecem a força que tem, o que possibilita um treinamento ainda mais eficaz. E assim permanecem cativos durante anos ou uma vida toda, já que diariamente 
são desencorajados a não buscarem a liberdade. E é o que realmente acaba acontecendo, pois depois de tantas tentativas frustradas eles simplesmente desistem e são vencidos pelas correntes, acreditando que todo esforço será inútil.

Pois bem, de certa forma todos nós vivemos situações bem parecidas, embora muitas vezes nem notemos. Somos seres grandiosos, potencialmente criados para felicidade e liberdade, porém, quantas vezes nos deixamos vencer por amarras sutis e sem fundamentos? Quantas vezes nos deixamos aprisionar por cordas invisíveis que só nos imobilizam? Quantas vezes simplesmente nos conformamos e nos submetemos aos acontecimentos sem ao menos questionar, apenas nos recolhendo prontamente mansinhos e sem reclamar?

A verdade é que ninguém quer viver em cativeiro. Mas há que lembrar que existem outras prisões bem mais eficientes, onde correntes externas não podem ser piores que as internalizadas, aquelas que nos prendem por dentro e nos tornam o próprio obstáculo a liberdade, nos paralisando diante da vida.

Pense nisso...




Uma excelente semana a todos!