Simplesmente mãe...


                                                           
Ao nutrirmos uma nova vida dentro de nossos ventres, nutrimos também uma história de sentimentos, dores e anseios, delicadezas e poesia, amor e afeto, começo, meio e fim.

E tentando entender todos os sentimentos que envolvem essa vida que pulsa dentro de nós, com mil questionamentos e um papel até então desconhecido a desempenhar, nos vêm a urgência de transformar o desconhecido em uma explosão de felicidade. 

E ent
ão, subitamente nos vemos mãe. De fato. Descobrindo no dia a dia que nem tudo são flores, pois muitas são as dores e as delícias que envolvem a maternidade, e nada nos conta.

Mas ao olharmos em volta, e nos depararmos com a coisa mais importante de nossas vidas, aquele pequenino sopro de nossa alma, aquela pequena e ao mesmo tempo tão grande extensão de nós mesmas, experimentamos ali o maior amor já vivido. 

E é em nome de todos esses sentimentos que celebro as mães com carinho e respeito. Todas, sem exceção. Celebro as que amam incondicionalmente, as que generosamente estendem seus braços e acolhem em adoção, as perfeitas e imperfeitas, as que seguem e as que desistem, as que erram e se superam, as que se perdoam e são perdoadas.

Eu as celebro sempre, até porque não acredito naquele ideal de mãe construído como "perfeita", pois somos todas humanas, portanto passíveis de falhas. E há que lembrar que existe um caminho longo e difícil a ser percorrido, principalmente no que diz respeito a idealização e realidade. O que na prática é bem diferente.