Enfim, uma boa noticia!

                                                              Imagem: Ong Animais


Entre 1992 a 1996 vivi em Imbituba, cidade costeira ao sul de Santa Catarina, local onde existe um belíssimo programa de pesquisa e conservação da Baleia Franca, segunda espécie mais ameaçada de extinção no planeta.

Da varanda de minha casa a paisagem era de tirar o fôlego. Um penhasco incrivelmente lindo estendia-se até o mar azul, cenário que parecia ter saído de um livro de histórias. Porém, nenhuma beleza poderia ser comparada a outro tão grandioso espetáculo da natureza que, para minha sorte e desfrute renovava-se anualmente, sempre entre os meses de junho a novembro, quando as baleias Francas chegavam e tomavam posse da pequenina praia.

E essa semana, para minha alegria, finalmente uma sentença proferida em Haia, na Holanda, o tribunal das Nações Unidas ordenou que o Japão revogue as autorizações existentes para capturar baleias para fins científicos – e que ninguém acredite que estivessem caçando e comercializando baleias somente para esses fins -,  e mais, que no futuro sejam vetadas todas as autorizações. A sentença é obrigatória e sem recurso.

E muito me admira que o Japão tenha hábitos tão grotescos, uma verdadeira falta de respeito à vida. Para mim nada justifica. E de nada adianta ser um povo tão desenvolvido em determinados aspectos se em outros lamentavelmente massacram baleias.  

E se você, assim como eu também não aceita a matança de animais, faça algo efetivo. Entre no site da P.E.T.A ou qualquer outra entidade que cuide de animais e se posicione. É o mínimo! Se cada um de nós, a seu modo conseguir estimular outras pessoas a fazerem o mesmo, então não só as baleias estarão livres para reinarem absolutas, mas todo e qualquer animal estará livre do cativeiro e morte.

E se ainda assim você pensar que isso tudo não passa de demagogia barata, então o convido a ler um trecho do relato que segue:

“Heller ainda lembra-se do terror do longo processo a que esses mamíferos inteligentes são submetidos até a morte: Os arpões explosivos são supostamente para matá-las instantaneamente, mas nunca é assim, lembra. Eles as acertam nos lugares errados, e as baleias são muito resistentes. Então, elas agitam freneticamente as extremidades desses arpões e começam a se afogar em sua própria hemorragia e choram. Os bebes, se elas os têm, nadam ao redor. Eles as puxam para o navio e, se ainda estiverem vivas começam a aplicar choques. São milhares de volts para tentar mata-las. E passam-se muitos minutos até que elas realmente morram.”  O jornalista de aventura Peter Heller acompanhou o capitão Paul Watson em uma de suas inúmeras campanhas pelo mundo, sempre desafiando a caça as baleias e a pesca ilegal.
                       
                                   
                                                      Imagem: Google

Acredito que todos tenhamos uma ideia terrivelmente equivocada do que seja prioridade na Terra. Aqui somos apenas elementos que compõem a vida no planeta. E enquanto não aprendermos a ouvir a voz da compaixão e deixarmos que ela nos toque, seremos todos responsáveis das tragédias que nos cercam.