quarta-feira, 9 de abril de 2014

Consciência requer prática!


                                                                   


Há pouco lembrei de uma história que passou com uma amiga e me fez pensar no quanto é importante que observemos nossa interação com os outros, e também nossos pensamentos e intenções.

Ela solteira, do tipo que procura por um companheiro “perfeito”, nunca encontrava alguém capaz de corresponder à altura suas expectativas, pois sua lista de qualificações era infindável. Porém, depois de inúmeras desculpas e recusas ela decide que é hora de uma nova tentativa. Aceita então o convite de um amigo e saem para jantar.

Tudo transcorria bem, a conversa agradável, a companhia idem, porém nada a surpreendia. Faltava alguma coisa.

Terminado o jantar seguiram lado a lado em direção ao estacionamento, enquanto em silêncio ela pensava no que diria, qual a desculpa daria, caso ele a convidasse para um novo encontro, pois já estava certa de que ele não era o "cara". Até que de repente seu telefone vibra e a salva daquele desconforto. 

Decidem então parar em frente a uma lanchonete, pois consideram a opção mais segura, já que é tarde e não há quase ninguém na rua. 

Conversa vai, conversa vem e o rapaz lá, parado e esperando. Ela segue no telefone, passando instruções a uma paciente gestante. Distrai-se com a conversa e o perde de vista. Mas logo o vê através do vidro da lanchonete. Ele está lá dentro, parado em frente ao balcão e, aparentemente está comprando alguma coisa.

Seu primeiro pensamento foi: Mas esse cara gosta de comer! Mal acabamos de jantar! Puxa, e nem me avisa que vai entrar.

Terminada a conversa vai até a porta da lanchonete para chamá-lo. Olha em direção ao balcão, e ele não está mais. Dá uma rápida olhada em volta e nada.  

Soltando fogo pelas ventas, sai furiosa. Já estava a ponto de abandonar o lugar quando o vê do outro lado da rua, alimentando um cachorro abandonado.

Ou seja, o que ela não sabia até aquele momento era que enquanto falava ao telefone, não pôde ver o animal faminto que buscava por alimento, coisa que ele não só viu como também se preocupou em resolver.  

E foi aí que ela soube que queria passar mais tempo com ele! Talvez ele fosse o "cara".