Consciência requer prática!


                                                                   


Voce já pensou no quanto é importante que vigilemos nossa interação com os outros, bem como nossos pensamentos e intenções? Ocorre que acabo de me lembrar de uma amiga, e de uma experiencia que viveu a algum tempo atrás, o que me levou a pergunta acima.  

Ela solteira, bonita, médica, e do tipo que procura por um companheiro “perfeito”. Porém ela nunca encontrava alguém capaz de corresponder à altura suas expectativas, pois sua lista de qualificações era infindável. 

Mas depois de inúmeras desculpas e recusas, ela decide que já é hora de uma nova tentativa. Aceita então o convite de um colega, e saem para jantar.

Tudo transcorria bem. A conversa agradável, a companhia idem, mas nada que a surpreendesse. Como sempre, faltava alguma coisa.

Terminado o jantar eles seguiram lado a lado em direção ao estacionamento. Em silêncio ela pensava no que diria, qual a desculpa daria, caso ele a convidasse para um novo encontro, já que estava certa de que ele não era o "cara". Mas seus pensamentos foram interrompidos pelo toque de seu telefone, que convenientemente a salvou daquele desconforto. 

Decidem então parar em frente a uma lanchonete, pois consideraram a opção mais segura, já que era tarde e não havia quase ninguém na rua. 

Conversa vai, conversa vem, e o rapaz seguia lá, parado e esperando. E ela ao telefone, passando instruções a uma paciente gestante. Distraída com a conversa, o perdeu de vista. Mas logo o viu através do vidro da lanchonete. 

Ele estava lá dentro, parado em frente ao balcão, aparentemente comprando alguma coisa. E ela logo pensou: Mas esse cara gosta de comer! Mal acabamos de jantar. E nem me avisa que vai entrar.

Terminada a conversa ao telefone, ela vai até a porta da lanchonete para chamá-lo. Olha em direção ao balcão e ele não está mais. Dá uma rápida olhada em volta, e nada.  

Soltando fogo pelas ventas, sai furiosa. Já estava a ponto de abandonar o lugar, quando o vê do outro lado da rua alimentando um cachorro abandonado.

Ou seja, o que ela não sabia até aquele momento, era que enquanto falava ao telefone, não pôde ver o animal faminto que buscava por alimento, coisa que ele não só viu, como também se preocupou em resolver.  

E foi aí que ela soube que queria passar mais tempo com ele. Porque talvez ele fosse o "cara".