Um lugar especial!



O continente Africano ocupa um lugar especial em meu coração. E não se perguntem por que, pois nem eu mesma saberia responder. Só sei que há um elo sagrado entre nós, caso contrário não sentiria tamanha emoção ao ouvir suas músicas tribais, nem tão pouco sentiria meus pelos eriçados ao contemplar imagens como essas. São incrivelmente inspiradoras e maravilhosas, fruto de uma cultura rica e fascinante.





A beleza desse povo dialoga com a natureza. É fonte inesgotável para quem tem um senso estético diferenciado, alguém capaz de ver pessoas, e não apenas adereços para outra bela foto.


                               

Em um mundo de perfumarias, supérfluos e filtros, felizes foram os fotógrafos Joey L., Carol Beckwith e Angela Fisher, que através de suas lentes conseguiram capturar imagens belíssimas, capazes de mostrar detalhes preciosos dessas pessoas.


                                        
Só alguém com uma sensibilidade extrema e uma profunda compaixão pela humanidade é capaz de revelar em imagem, a alma e a essência de um povo tão particular, mas que temos tendência a esquecer.

São retratos ricos, quentes e terrosos. Impressões de força, vitalidade e uma certa fragilidade.


                                    
                                     
Às tribos africanas, esse povo impressionante e lindo, desejo que possam permanecer entre nós, contribuindo e estimulando o desenvolvimento de suas expressões culturais. E que suas diferentes formas de vestir, o idioma nativo, a culinária, a maneira como se relacionam, enfim, que a diversidade de suas culturas possam romper as inúmeras barreiras negativas e destrutivas que só geram preconceito, racismo e nacionalismo.

E a nós, que vivemos em um mundo denominado “civilizado”, um mundo contemporâneo que se caracteriza principalmente pelas necessidades urgentes de um mercado globalizado e feroz, um mundo que nos torna egoístas e preocupados apenas com as nossas próprias necessidades, que não preserva seus valores, nem tão pouco seu semelhante, fica o meu desejo profundo e sincero de que possamos emergir desse abismo imenso em que esse mundo de vaidade nos colocou. Só assim voltaremos a ser livres, autênticos, simples e naturais. Como eles!


                  Imagens: Google