Mulher, palavra singular, essência plural!

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O Dia Internacional da Mulher, 8 de março sempre foi marcado por manifestações feministas contra o machismo e melhores condições de vida. São décadas de lutas, greves, passeatas, reivindicações política, social e trabalhista. Uma busca incansável pela igualdade entre homens e mulheres com o profundo desejo de que nossas diferenças biológicas sejam respeitadas, e não mais usadas como pretexto para nos subordinar e inferiorizar.

E já lá atrás, quando as primeiras mulheres sinalizavam suas insatisfações, tudo o que queriam era tomar as rédeas de sua própria história, deixando para trás o posto de mera expectadora, passando a conduzir sua própria existência e construindo-se de forma digna, livre e independente.

E hoje sua crescente atuação nos diversos setores é incontestável. Mulheres despontam no mercado de trabalho, assumem cargos que antes eram destinados somente a homens, conquistam melhores salários, são chefes de família, enfim, é a independência tão desejada galgando espaços, valorização e reconhecimento.

Mas ainda há muito a ser feito para que todas nós sejamos realmente reconhecidas em todos os nossos direitos, sem discriminações.  E há que começar por nós mesmas, mudando essa forma equivocada de pensar que só iremos sobreviver às pressões e a competitividade desse mundo essencialmente masculino, quando negarmos ou controlarmos nossa essência feminina.

Realmente um equívoco, pois não é necessário nos masculinizarmos para conquistarmos espaços, ao contrário. Basta observarmos o elevado número de mulheres assumindo funções em que lideram centenas ou milhares de homens. E as exercem de forma sublime e profissional, provando que podem ser tão competentes quanto eles, quando não melhores, pois o caminho para aliarmos realização profissional e pessoal começa por aceitarmos nossa condição feminina, que, na beleza de sua natureza possui uma capacidade imensa de liderar mudanças, sempre com um novo ritmo, uma nova forma e disposição.

Enfim, a sociedade evoluiu, mas depois de séculos de submissão e obediência da mulher ao poder patriarcal, isso nos deixou marcas que por mais dolorosas que sejam não podem ser esquecidas. Portanto, apesar das inúmeras conquistas que os movimentos nos trouxeram, não podemos nos acomodar.

Infelizmente muitas mulheres ainda travam uma luta constante, íntima e a quatro paredes. Vítimas da opressão e violência quando tudo o que queriam era apenas sentir-se amadas e respeitadas de igual para igual por um companheiro afetuoso, presente e que ajudasse na criação dos filhos e na administração da casa. Mas acima de tudo que vibrasse intimamente com seu sucesso, dando-lhe asas, e não a mantendo em uma gaiola, cativa, humilhada, limitada, submissa e infeliz.