Horizonte - A medida do olhar!

                                                                Imagem: Google

O céu estava azul e corria uma brisa suave. 
Caminhei com os pés descalços pela areia quente e me fui em direção ao mar. Parei, respirei fundo e deixei que meus olhos se perdessem no horizonte. 

Os mesmos olhos, que quando criança já sabiam que existe algo particularmente belo e especial quando céu e mar se encontram: A medida do meu olhar, a escala de minhas percepções.

Penso então nessa linha tênue como uma zona de fronteira. Um limitador da minha visão e de tudo o que, á partir daí, me deixe escapar. 

Pensar o horizonte é muitas vezes acreditar que a minha incompletude será eterna, pois sendo ele (in) visível, não se deixa capturar, recuando na medida em que avanço em sua direção.

Porém, mesmo que o horizonte me sinalize o limite do olhar, sei que o mundo ali não se esgota, e sim se estende muito além daquilo que posso enxergar.