Horizonte - A medida do olhar!


                                                             

O céu estava azul e corria uma brisa suave. 
Caminhei com os pés descalços pela areia quente, e me fui em direção ao mar. Parei, respirei fundo, e deixei que meus olhos se perdessem no horizonte. 

Os mesmos olhos que quando criança já sabiam que existe algo particularmente belo e especial, quando céu e mar se encontram. 
Uma linha tênue. Uma zona de fronteira. Um limitador da minha visão, e de tudo o que, à partir daí, me deixe escapar. 

Pensar o horizonte é muitas vezes acreditar que a minha incompletude será eterna, pois sendo ele (in) visível, não se deixa capturar, sempre recuando na medida em que avanço em sua direção.

Mas mesmo que o horizonte me sinalize o limite do olhar, sei que o mundo ali não se esgota. Se estende muito além daquilo que eu possa enxergar.