A pele como linguagem...

Imagem da artista plástica Ana Álvarez-Errecalde



Pele, muito mais que o maior órgão do corpo humano.
Vai muito além das definições de anatomia, fisiologia ou suas funções orgânicas e biológicas.

É ferramenta de exploração, delimita territórios.
É membrana codificadora, superfície que liga o interno e o externo, o eu e o outro, o corpo e o universo.

Pele é membrana de passagem, caminho para verdades.
Relação de reconhecimento. Cobre e percorre espaços. Dá contorno e envolve.

Pele é superfície visível e palpável.
Dá forma, molda e permite a maleabilidade.

Pele pulsa, respira, secreta, elimina, protege, revela.
É relicário que guarda e abriga.

É  à flor da pele que reivindicamos afagos, carícias e afetos.

Pele é via poderosa de comunicação.
É liga entre sagrado e profano, sensual e sensorial.

É onde transpiram nossos desejos, medos e alegrias.

Pele possui função de memória ao conectar-se com as mais diversas camadas do ser.

Pele conta o tempo, espaço e histórias.