Por dias melhores...


                                                  Imagem:Inspirational Lane/Home Bunch

O final de ano está chegando e com ele muitas promessas e desejos para o novo ano. Geralmente são coisas do tipo: Quero emagrecer, parar de fumar, ser mais compreensivo, organizar as finanças, trocar o carro, aproveitar mais a vida, e assim por diante. Ok, só que não dá para passar pela vida olhando somente para o próprio umbigo, tecendo nossos desejos mais urgentes e permanecendo indiferente ao que acontece no mundo.

o dá mais para nos instalarmos de maneira segura e confortável dentro de nossos lares e, resignados ignorarmos a complexidade da existência que nos cerca, preferindo o silêncio ao invés de um diálogo mais consciente sobre a realidade em que vivemos.

Porque nunca o homem exerceu seu caráter destruidor com tamanha maestria. Guerras e conflitos são alimentados pela intolerância, ódio, ganância e desrespeito. A violência se alastra como praga. Basta ligarmos a tv e assistirmos aos telejornais para vermos seres humanos transformados em seres primitivos e bestiais.
Nunca se produziu tanto, mas ainda assim milhões de pessoas passam fome todos dias.
Nunca a medicina, ciência e tecnologia avançaram tanto na busca por medicamentos e tratamentos de impacto no intuito de sanar os mais variados flagelos da humanidade, no entanto, todos os dias milhares de pessoas ainda morrem de epidemias e doenças corriqueiras.
Nunca tivemos tanto acesso a informação e ainda assim existe tanta gente desinformada. É tudo tão rápido que muitas vezes sequer conseguimos processar as informações recebidas, pois na maioria das vezes nos chegam como flashes, impossibilitando um pensamento mais reflexivo, crítico e seletivo. Há tanta tecnologia e conexão de forma exagerada que tudo isso acaba gerando ansiedade. Viramos escravos da informação.
Nunca viajamos tanto. Em um simples clique podemos conhecer o mundo, no entanto, muitas vezes sequer sabemos o que se passa ao nosso lado.
Nunca se ouviu falar tanto em tragédias naturais. São tsunamis, tornados, furacões, terremotos, enchentes, secas, derretimento de geleiras, ou seja, é o preço cobrado pelo nosso descaso e desrespeito com o planeta. Isso sem falar no excesso de consumo, desperdício e mau uso dos recursos naturais. 
Nunca caminhamos a passos tão largos, rumo ao caos. E se nada for feito, em curto prazo muita coisa vai mudar, e para pior.

O homem precisa se libertar do seu orgulho, arrogância, vaidade e prepotência. Precisa ter mais consciência da vida que está levando para, então, saber que vida estará deixando para os que vierem depois de nós, pois seu comportamento aqui e agora é que vai determinar o seu futuro e dos demais.

Portanto, se você pretende fazer alguma promessa para 2014, faça, porém lembre-se que as resoluções mais poderosas de novo ano envolvem intenções tão poderosas quanto. Respeitar a vida, seja ela animal, vegetal ou mineral é sinônimo de amor, compaixão e sabedoria espiritual. E o mundo clama por mudanças. É emergencial que encontremos um caminho de equilíbrio. E tem que começar já. Em nossos lares, escolas, indústrias e na postura de nossos governantes. Mas acima de tudo, dentro de nós mesmos.

Aproveitemos o novo ano que começa a despontar e façamos de seus raios luminosos um vibrante circuito de luz, energia e amor para todos, inclusive o planeta.
                                                                      
                                                                           



Recomendo que você assista. Vale a pena!