terça-feira, 26 de novembro de 2013

De encontros a desencontros...


                                                            


Ele surgiu do nada. E antes que eu pudesse compreender o que estava por acontecer, me empurrou contra a parede, me roubou um beijo e em disparada se foi, sem ao menos olhar para trás.
E eu fiquei ali. Parada, chorosa e assustada.


Sequer sabia o seu nome. Nunca soube. Desde então menino sem nome passou a fazer parte de minha vida, despertando em mim o que nunca soube explicar.


E hoje, tantos anos depois, nós, os protagonistas daquela cena nos tornamos íntimos, mais uma vez.

O menino sem nome voltou. Talvez para me mostrar que
pessoas chegam, nos surpreendem e depois simplesmente se vão, tão rápido quanto chegaram.


E assim foi. 
Em uma manhã me deu seu último beijo e depois saiu sem avisar, porém já sabendo que não iria mais voltar. Fechou o portão com cuidado e se foi, sem ao menos olhar para trás.

E eu fiquei ali. Parada, chorosa e assustada.

Só assistindo. Como quem quer aproveitar cada segundo, na esperança de guardar na memória o que não deveria perder-se jamais.