De encontros a desencontros...


                                                            


Ele surgiu do nada. E antes que eu pudesse compreender o que estava por acontecer, me empurrou contra a parede, me roubou um beijo e em disparada se foi, sem ao menos olhar para trás.
E eu fiquei ali. Parada, chorosa e assustada.


Sequer soube o seu nome. Nunca soube. Desde então menino sem nome passou a fazer parte de minha vida, despertando em mim o que nunca soube explicar.
E hoje, tantos anos depois, nós, os protagonistas daquela cena nos tornávamos íntimos mais uma vez.

O menino sem nome voltava a povoar meu pensamento mais uma vez. Talvez para me fazer lembrar que algumas 
pessoas chegam, nos surpreendem e depois simplesmente se vão.


E assim foi. Naquel
a manhã me deu seu último beijo e depois saiu sem avisar, porém, já sabendo que não iria voltar. Fechou o portão com cuidado e se foi, sem ao menos olhar para trás.

E eu fiquei ali. Parada, chorosa e assustada.

Só assistindo. Como quem quer aproveitar cada segundo na esperança de guardar na memória o que não deveria perder-se jamais.